Bolsonaro aceita publicamente Jesus no Palácio do Planalto




Muito simbólico para o Brasil o fato de seu presidente, Jair Bolsonaro, assumir publicamente ter aceitado Jesus naquela Casa (Palácio do Planalto) colocando Deus num patamar nunca antes visto na história da República brasileira. O fato aconteceu na terça, dia 17 de dezembro, durante Culto de Ação de Graças realizado no Palácio do Planalto (local onde está situado o Gabinete do Presidente da República), com a participação de integrantes da Frente Parlamentar Evangélica, tendo à frente o deputado federal Silas Câmara.



O presidente Bolsonaro já havia se comprometido publicamente com Deus ao usar o Slogan Deus acima de Todos e também citar em rede nacional o versículo 32 do capítulo 8 do Evangelho de João, defendendo esse princípio como basilar da sua candidatura à presidência. Foi emocionante a oração conduzida pelo pastor e ex-senador Magno Malta que selou o encerramento do ciclo eleitoral da mesma forma que iniciou-se: curvando-se a Deus.

Tudo isso é muito representativo do novo tempo vivido pelo Brasil depois de anos sob um governo esquerdista que fez questão de relativizar grandes aspectos da presença de Deus na cultura da sociedade brasileira, preponderantemente cristã.  Agora é preciso ficar claro que no vídeo Bolsonaro disse estar "aceitando Jesus" no Palácio do Planalto. Não ficou explícito que ele, Jair Messias Bolsonaro, estava aceitando Jesus como pessoa física e entregando sua vida para Ele.

O QUE SIGNIFICA ACEITAR JESUS? 


Sobre o "aceitar Jesus", muitos, principalmente cristãos não evangélicos, questionam essa "decisão". Mas essa é uma iniciativa com base bíblica tendo em vista o fato de que nós não nascemos filhos de Deus, mas nos tornamos filho de Deus quando, na plenitude das nossas faculdades racionais, reconhecemos quem Ele é, como bem explica o já citado texto de Jo 8:32. Outro texto em João (Jo 1:12) explica que os que o "receberam" e "creram" em seu nome foi lhes dado o direto de se tornarem Filhos de Deus. Em outra tradução, está dito que estes (que o receberam e creram em seu nome) receberam "poder" de se tornar Filho de Deus.

A decisão de "aceitar Jesus" também está diretamente relacionada com a tão falada salvação como está de forma explícita em Romanos 10:9-10.

Se com a boca você confessar Jesus como Senhor e em seu coração crer que Deus o ressuscitou dentre os mortos, você será salvo. Porque com o coração se crê para a justiça e com a boca se confessa para a salvação.
Romanos 10:9-10
 Mais de 90% da população brasileira se diz cristã porque nasceu num berço com essa tradição cultural. Mas quantos tomaram uma decisão consciente e pública por Jesus na maturidade de sua compreensão?

Outro ponto a ser analisado é que "crer" numa perspectiva teológica não é apenas acreditar. Ela exige uma ação complementar que está na submissão ao "senhorio" de Cristo. Uma submissão confessional de que ele é o Senhor da sua vida. Afirmando que você não é mais o soberano ente autônomo que circula pela terra sem prestar contas para ninguém. Você reconhece a autoridade de Cristo em cada uma das suas decisões e na definição do seu propósito e identificação dos seus valores.

Logo, a crença em Jesus não é herdada culturalmente de pai para filho e nem se dá como num passe de mágica num momento em que a criança ainda não tem condição intelectual de entender o que significa a submissão a Cristo. O primeiro passo dentro do "crer" é reconhecer que somos pecadores e estamos distantes do Pai, necessitando de um caminho para essa reconexão. E esse caminho é Cristo, é entender o significado do Evangelho e da missão que somos comissionados ao conhecê-lo de verdade.

Parabéns ao presidente Jair Bolsonaro por ter "aceitado Jesus" no Palácio do Planalto. Um dia para ficar na história desse país.


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